Esta terça-feira é o Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio. Especialista explica tudo sobre a função desse filtro que protege o planeta. E o que é a camada de ozonio.
Há exatos 21 anos, o mundo conheceu o que é hoje considerado o acordo internacional de maior sucesso da história: o Protocolo de Montreal, que reduziu a produção e o uso de gases que causam a destruição da camada de ozônio fotos. Desde então, todo dia 16 de setembro é lembrado como Dia Internacional de Proteção desse filtro dos raios ultravioletas. Neste, o G1 preparou um especial para explicar o que é e para que serve esse escudo protetor.
Muitas pessoas confundem o buraco na camada de ozônio com o aquecimento global. Os dois fenômenos, no entanto, são distintos e têm causas e conseqüências bem diferentes. O aquecimento é causado pelo acúmulo de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono, na atmosfera da Terra.
O buraco, por sua vez, é causado pelas emissões de outros gases, os CFCs (sigla para lorofluorcarbonetos). Embora também tenham um pequeno efeito estufa, o principal problema dessas substâncias usadas para refrigeração é que elas interagem e quebram as moléculas de ozônio na alta atmosfera.
Os CFCs surgiram pouco antes da Segunda Guerra Mundial e foram um grande sucesso. “Quando eles foram descobertos, foi uma coisa fantástica”, contou ao G1 a professora de química Adalgisa Fornaro, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (Universidade de São Paulo). “Eles eram inertes e tinham uma característica incrível: sua capacidade de refrigeração. Foi uma revolução para a conservação de alimentos, de remédios, de todo o tipo de coisa”, diz a professora.
O advento dos CFCs foi um marco na história da indústria. Durante os anos 1970, eles foram fabricados e utilizados à exaustão. Uma das principais qualidades desses compostos era o fato de serem supostamente “inertes”, ou seja, de não interagirem com outras substâncias. O banho de água fria veio em 1985: os CFCs eram inertes sim, mas só na superfície; ao chegar na alta atmosfera eles tinham um devastador efeito na fina camada que nos protege dos raios solares mais nocivos.
Foi aí que começou a campanha pela proteção da camada de ozônio. Ao contrário do aquecimento global, que tem um desenvolvimento lento através dos séculos, o buraco trazia efeitos imediatos. Os raios ultravioletas não apenas esquentam a atmosfera. Eles causam danos no DNA e matam.
Dois anos depois do anúncio, surge o Protocolo de Montreal, considerado até hoje o acordo internacional de maior sucesso da história das Nações Unidas. Em uma época onde os CFCs eram vistos como a única maneira de refrigerar o planeta, engenheiros do mundo todo foram forçados a descobrir uma nova tecnologia. E conseguiram.
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